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Inema renova licença da Battre para expansão de aterro em Salvador, mas veta novas células

Inema renova licença da Battre para expansão de aterro em Salvador, mas veta novas células

Fotos: Battre/Divulgação

 

 

 

O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) renovou a licença, que permite à empresa Battre (Bahia Transferência e Tratamento de Resíduos) a continuar obras no Aterro Metropolitano Centro, em Salvador. Situado na Estrada CIA Aeroporto (BA-526), km 6,5, no bairro de São Cristóvão, o local é operado para confinar e tratar o lixo urbano, além de capturar o biogás da decomposição para gerar eletricidade. 

 

 

 

Atualmente, o espaço recebe e trata cerca de 3.000 toneladas de resíduos por dia. Segundo informações obtidas pela reportagem, a renovação da medida permite que a empresa siga com as obras de expansão, solicitadas em novembro de 2025. A autorização é direcionada à implantação e à ampliação das etapas 4 e 5 da célula 07, e abrange as etapas finais desta intervenção. 

 

 

 

Conforme apuração do Bahia Notícias, a organização recebeu autorização de cinco anos para seguir com a obra. No entanto, o Inema impôs uma série de restrições severas para a empresa em outra construção no equipamento. O órgão ambiental proibiu de forma expressa a implantação das células 08 e 09 do aterro, de acordo com documento acessado pelo BN.

 

 

 

Isso aponta uma limitação física e ambiental para o crescimento da estrutura atual, estabelecendo um teto para a expansão da área de descarte nesse local específico. Outro ponto apresentado pela portaria diz respeito à validade da licença.

 

 

 

A autorização está condicionada ao cumprimento estrito da legislação ambiental vigente e de condicionantes específicos detalhados no processo administrativo. Com isso, a operação plena da execução das obras dependerá da Battre obter anuências e autorizações de outras instâncias (federais, estaduais ou municipais) e seguir as normas ambientais.  

 

 

 

O Inema ainda definiu que a documentação comprobatória deve ser disponibilizada eletronicamente via sistema SEI BAHIA para fiscalização. O Inema não detalhou os motivos técnicos ou ambientais específicos que levaram a essa proibição. 

 

 

 

POLÊMICA EM PEDIDO
No dia 20 de novembro de 2025, foi divulgado que o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) estava analisando o pedido de ampliação do aterro sanitário de Salvador, apresentado pela empresa Battre, responsável pela operação do local. O processo gerou polêmica e discussões entre ambientalistas, gestores públicos e entidades de fiscalização.

 

 

 

Apesar do avanço no processo, o tema enfrentou resistência e críticas de especialistas da área ambiental, que argumentaram contra a renovação do contrato da empresa por mais 20 anos e argumentam que há falta de responsabilidade ambiental na gestão do aterro.

 

 

 

O caso chegou a ser alvo de investigação do Ministério Público da Bahia (MP-BA) e já chegou ao conhecimento do governador Jerônimo Rodrigues.

 

 

 

Em resposta às discussões, técnicos do Inema afirmaram que o processo está sendo conduzido de forma técnica, com “máxima transparência”. 

 

 

 

 

 

 

OUTRA AUTORIZAÇÃO

 

Em fevereiro deste ano, o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) autorizou a empresa Battre a realizar captação de água subterrânea na Bacia Hidrográfica do Rio Joanes, em Salvador.

 

 

 

A autorização tem validade de quatro anos e permite a utilização dos recursos hídricos por meio de dois poços localizados na Estrada CIA Aeroporto (BA-526), km 6,5, no bairro de São Cristóvão. A água captada será destinada ao consumo humano e ao abastecimento industrial.

 

 

 

O primeiro ponto de captação tem vazão autorizada de 12 metros cúbicos por dia. Já o segundo poço possui vazão autorizada de 120 metros cúbicos por dia.

 

 

 

A portaria estabeleceu que a autorização não substitui a necessidade de obtenção de outras licenças, alvarás ou certidões exigidas pela legislação federal, estadual ou municipal, nem dispensa o cumprimento das condicionantes previstas.

 

 

 

O Inema também determinou que a autorização e os documentos relacionados ao seu cumprimento devem permanecer disponíveis para fiscalização do órgão e das demais entidades integrantes do Sistema Nacional de Meio Ambiente (Sisnama).

 

 

 

 

Por Bahia Notícias

 

 

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